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7 mitos sobre trabalho remoto que empreendedores precisam quebrar

Devido à COVID-19, muitas empresas tiveram que adotar o trabalho remoto para não deixar suas atividades pararem. Em outras palavras, para muitas delas, trata-se do primeiro teste em grande escala do trabalho a distância.

O que antes era um assunto tabu para muitas empresas e que dividia opiniões no meio empresarial, tornou-se, de uma hora para outra, a única solução viável para mantê-la em funcionamento em meio às restrições impostas para a contenção do vírus.

Em meio a tantas preocupações, essa situação se tornou uma oportunidade única para que empresas de todos os setores abram os olhos para as possibilidades do trabalho remoto e os benefícios que essa modalidade traz tanto para os colaboradores quanto para a organização em si.

Para que dê certo é preciso que os empreendedores superem alguns mitos que ainda rodam esse assunto. 

Pensando nisso, neste post, veja 7 mitos sobre trabalho remoto que precisam ser quebrados e entenda se esse é, de fato, o futuro do mercado. Acompanhe!

Mito 1: Equipe remota = menos produtividade

Nosso primeiro mito sobre trabalho remoto talvez seja aquele em que mais pessoas acreditam: trabalhar remotamente prejudica a produtividade do colaborador. 

Muitas empresas mostram-se reticentes em liberar seus funcionários a trabalhar remotamente pois acreditam que, fora do escritório, existem muitas distrações e que o trabalhador não vai conseguir manter o foco sem um chefe cobrando-o a todo instante.

No entanto, um estudo da Harvard Business Review mostra exatamente o contrário: 

De acordo com o levantamento, a produtividade dos colaboradores aumentou em até 13,5% depois que eles começaram a trabalhar a distância.

Na verdade, pessoas que trabalham remotamente costumam ter menos distrações no seu ambiente de trabalho (em casa ou em um coworking, por exemplo) do que encontrariam no escritório, como pausas para conversar com os colegas, solicitação de tarefas emergenciais, ou até mesmo a paradinha para tomar um café.

Mito 2: Equipe remota = gap de comunicação

Outro mito comum em relação ao trabalho remoto diz respeito às dificuldades de comunicação entre as pessoas no escritório e quem está trabalhando a distância.

Estar longe da empresa não significa que o funcionário não esteja focado ou esteja fazendo outras atividades durante o expediente. 

Pelo contrário, a comunicação remota entre os membros da equipe tende a eliminar conversas desnecessárias e os faz serem mais diretos uns com os outros.

Para que isso funcione, no entanto, é preciso que a empresa e os gestores de cada time definam as formas de comunicação que serão utilizadas durante o expediente e como elas devem ser usadas.

Ferramentas como Slack (texto) ou TeamSpeak (vídeo), por exemplo, permitem criar grupos específicos para cada time ou projeto, direcionando a conversa e, por estar em um ambiente coletivo, evitando possíveis perdas de tempo.

Mito 3: Equipe remota = reuniões ineficazes

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Como citamos no tópico anterior, a comunicação a distância entre os membros da equipe tende a ser mais direta do que seria se feita pessoalmente. E o mesmo se aplica às reuniões.

De fato, reuniões feitas por aplicativos como Whereby ou Skype mostram-se mais produtivas, uma vez que os colaboradores que trabalham remotamente são mais conscientes da carga de trabalho, dos prazos e das metas da sua equipe.

Mito 4: Equipe remota = custos mais elevados

Outro mito sobre trabalho remoto bastante comum é a impressão de que, devido à tecnologia necessária para que todos se comuniquem adequadamente, é mais caro manter um funcionário trabalhando a distância do que no escritório. 

E isso não é verdade.

Com o tempo, os custos para a empresa tendem a diminuir, uma vez que a necessidade de mais espaço e equipamentos para alocar a toda equipe no escritório torna-se menor, eliminando a gastos com a compra de novos computadores, mesas, cadeiras e até mesmo com cafezinho.

Mito 5: equipe remota = trabalho 24 horas

Muitos empreendedores entendem a possibilidade de trabalhar remotamente como um benefício e, por isso, tendem a não respeitar os horários dos colaboradores que estão distantes do escritório.

Embora isso, por si só, seja discutível, um erro comum de muitas empresas é achar que os profissionais estão disponíveis 24 horas por dia. 

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É preciso ter em mente que quem trabalha remotamente deve cumprir a mesma carga horária dos colegas no escritório e, preferencialmente, no mesmo horário estipulado para todos os demais. 

Isso significa que, uma vez encerrado o expediente, estão todos liberados, inclusive os trabalhadores remotos.

Mito 6: Equipe remota = menos segurança da informação

Muitos gestores acreditam que os dados e as informações trocadas com os colaboradores que trabalham a distância podem estar em risco, uma vez que eles utilizam computadores que não estão conectados a um servidor seguro sob o mesmo esquema de segurança do escritório.

No entanto, existem diversas soluções simples de TI que podem resolver esse problema, como VPNs, sistemas em nuvem e diferentes formas de autenticação. 

Desse modo, é possível reduzir os riscos de pessoas não autorizadas terem acesso às informações da empresa.

Mito 7: Equipe remota = prejuízos à cultura da empresa

Outro mito sobre trabalho remoto que muitas pessoas insistem em levar adiante diz respeito à cultura da empresa. 

Embora a cultura seja construída por pessoas e pelo bom relacionamento entre os diferentes agentes na empresa, não significa que isso não possa ser feito a distância.

A cultura de uma empresa depende mais da qualidade das interações entre as pessoas do que a possibilidade de jogarem videogame juntos na sala de descanso ou de compartilharem uma cerveja após o expediente às sextas-feiras.

Por isso, é importante que gestores de equipes que trabalham remotamente tomem medidas para que essa interação entre os funcionários esteja sempre presente, cuidando também para reconhecer e valorizar seus esforços.

Para isso, ações simples, como conversas semanais com cada colaborador e reuniões gerais por videoconferência ou áudio para que todos participem, são fundamentais para manter a cultura da empresa viva e positiva.

Veja também: Como manter sua equipe remota motivada durante a pandemia

O futuro é remoto?

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A necessidade de adoção “forçada” do trabalho remoto em muitas empresas deve ser encarada pelos empreendedores como uma oportunidade de rever processos e adaptar-se a uma realidade de mercado que parece inevitável.

Como vimos, existem vantagens no trabalho remoto que podem, inclusive, sobrepor-se a quaisquer desconfianças, especialmente a redução de custos e a possibilidade de contar com colaboradores mais focados e produtivos.

Para que isso funcione, no entanto, a relação entre funcionários e empresas deve ser pautada pela confiança. Mais do que isso, é preciso alterar a forma como é medido o desempenho de um trabalhor.

No trabalho a distância, é preciso estipular metas diárias e adotar ferramentas que permitam acompanhar o andamentos dos projetos e as responsabilidades de cada funcionário.

Além disso, a comunicação deve ser frequente, não só entre gestores e colaboradores, mas entre os próprios membros da equipe. 

Nesse sentido, ferramentas (Trello, Slack, etc) tornam-se fundamentais para organizar a rotina e dar mais fluidez à comunicação da equipe.

No entanto, é preciso que a oportunidade “oferecida” pela pandemia seja bem avaliada. Além dos óbvios cargos em que não é possível adotar o trabalho a distância, é preciso que as empresas considerem que nem todos os funcionários querem ou têm condições de trabalhar dessa maneira.

Trabalho remoto: o que dizem as pesquisas

Outro aspecto a levar em consideração são as mudanças que têm ocorrido no mercado em relação à visão das pessoas sobre trabalho e qualidade de vida

De acordo com levantamento da Randstad, multinacional de Recursos Humanos, 7 em cada 10 brasileiros gostariam de trabalhar de casa. Já em 2020, a pesquisa Re:Trabalho, realizada pela Tera e a Scoop&Co, indicou que 90% dos profissionais querem determinar seus próprios horários de trabalho.

E mais: segundo um estudo da empresa de tecnologia Modis, ainda em 2015, mais da metade dos entrevistados levam em consideração a possibilidade de horário e local de trabalho flexíveis ao escolher um novo emprego.

Dados como esses mostram que é importante que os empreendedores olhem além da realidade de empresas de tecnologia e startups lideradas por jovens gestores, onde o trabalho remoto é mais comumente aceito, e analisem a realidade da sua própria empresa, desvencilhando-se dos mitos que envolvem essa prática e analisando os benefícios que ela pode trazer.

E você? Conseguiu quebrar alguns dos mitos do trabalho remoto? Compartilhe a sua opinião e experiência ou fique à vontade para enviar sua sugestão nos comentários abaixo.

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