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9 startups brasileiras de sucesso para você se inspirar

Quando você pensa em um lugar de startups, o que vem à sua mente? Para a maioria, é o Vale do Silício, certo? 

Mas você sabia que no Brasil também tem vários locais que concentram desenvolvimento de tecnologia e inovação

Segundo o StartupBase, que acompanha em tempo real o ecossistema brasileiro de startups, há 13.522 startups cadastradas no país. Isso no dia 10 de novembro de 2020. Se você acessar agora, é bem provável que o número já tenha aumentado.

Uma em cada oito cidades brasileiras tem ao menos uma startup. 

E mais: já são 78 comunidades de startups, ou seja, lugares reconhecidos como polo de inovação e empreendedorismo nesse setor – como se fossem vários pequenos Vales do Silício.

Foi nesses locais que surgiram empresas como Nubank, 99, PagSeguro e iFood, startups brasileiras que deram tão certo que viraram unicórnios.

Quer entender um pouco mais desse mundo e como elas fizeram para chegar lá? Confira o artigo completo e descubra a história de 9 startups brasileiras de sucesso para se inspirar.

Qual é a definição de startup?

O conceito de startup surgiu nos EUA, na década de 1980, para denominar empresas que estavam desenvolvendo um novo produto ou serviço. 

Mas o termo ganhou o mundo na chamada Era Digital, a partir de 1996, para se referir a jovens empresas que têm um modelo de negócios inovador, repetível e escalável. 

Tudo começa com uma ideia que ninguém teve ainda para resolver alguma demanda atual ou futura, ou, para resolver algum problema de forma mais eficiente. 

Por isso, são escalonáveis e têm um potencial enorme de gerar lucro, mas iniciam em um ambiente de riscos e incertezas.

Veja também: 8 curiosidades do empreendedorismo que você vai gostar de saber antes de empreender

Mas, por que nem todas as novas e pequenas empresas que utilizam inovação são chamadas de startup?

Criada com baixos custos e equipe enxuta, uma startup é reconhecida assim quando cresce de forma exponencialmente rápida, despertando tanto a aceitação dos usuários quanto o interesse de grandes empresas pelos produtos ou serviços inovadores que oferece. 

Por isso, as startups acabam aumentando a competitividade nos seus respectivos mercados levando marcas consolidadas a remodelar suas estratégias. 

Conheça 9 startups brasileiras de sucesso

Além de uma grande quantidade de startups, o Brasil também tem um bom número delas que deram certo. Certo não, muito certo! São as chamadas unicórnios

Unicórnio é o termo usado para as startups que chegam ou superam o valor de mercado de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,6 bilhões).

O conceito de “unicorn” foi criado pela investidora americana Aileen Lee, em 2013. Ela constatou que menos de 0,1% dos negócios chegam àa marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado. Daí a comparação com o animal mitológico e “raro”.

Se ele realmente existe é outra história. Mas essa se tornou uma métrica mundialmente usada para medir o sucesso de uma startup.

No Brasil, unicórnios são realmente raros, mas eles existem. Das mais de 13,5 mil startups nacionais, apenas 12 haviam ultrapassado a barreira bilionária até setembro de 2020.

A primeira foi há pouco mais de dois anos. O aplicativo de transportes 99, em 2018, foi vendido por US$ 1 bilhão. 

De lá para cá, se somaram ao time de unicórnios brasileiros, segundo a Distrito e a KPMG, mais 11 empresas: Nubank, Arco Educação, Stone, Movile (dona do iFood), Gympass, Loggi, Quinto Andar, Ebanx, Wildlife, Loft e Vtex.

A seguir, veja a história de 9 delas para se inspirar:

1. 99

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Pioneira da lista de unicórnios no Brasil, o aplicativo de transporte e táxi 99 foi criado em 2012, em São Paulo, por Paulo Veras, Ariel Lambrecht e Renato Freitas, para concorrer com a Uber.

Em janeiro de 2018, foi vendido por US$ 1 bilhão ao grupo chinês Didi Chuxing, dono do maior aplicativo de transportes da China e principal rival da Uber no mundo. 

2. PagSeguro

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Também em janeiro de 2018, a empresa de meios de pagamento PagSeguro, que nasceu como um empreendimento do grupo UOL, em 2006, tornou-se um unicórnio. 

A empresa abriu seu capital na Bolsa de Valores de Nova York e se tornou um dos IPOs (Initial Public Offering) mais bem sucedidos de companhias brasileiras no exterior. 

No final do primeiro dia, a companhia estava avaliada em US$ 9,2 bilhões.

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3. Nubank

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Se uma startup de US$ 1 bilhão já é rara, imagina uma que vale mais de US$ 10 bilhões? 

É como são chamadas as decacórnios. No mundo existem em torno de  20 desses, e uma delas é brasileira. 

A Nubank, que, na prática, funciona como um banco, na verdade é uma instituição virtual de pagamentos. 

A empresa passou da marca de US$ 1 bilhão em março de 2018, após receber investimentos de fundos da China e da Rússia. 

Em janeiro de 2019, foi a primeira (e até agora única) startup brasileira a se tornar um decacórnio, ao ser avaliada em US$ 10 bilhões.

4. iFood

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Em novembro de 2018, o aplicativo de entrega de comida recebeu uma rodada de investimento de US$ 500 milhões e passou a figurar na lista de unicórnios brasileiros.

De quebra, a empresa ainda elevou a Movile, holding proprietária do Ifood e de outras empresas, como Sympla e Playkids, ao patamar de US$ 1 bilhão.

Atualmente, o iFood é líder na entrega de alimentos em toda a América Latina, com presença, também, em outros três países. 

5. Loggi

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A empresa de entregas é brasileira, mas foi fundada pelo francês Fabien Mendez. Ele chegou a São Paulo e decidiu abrir uma empresa em 2013, motivado pelo crescimento do país. 

A Loggi funciona com uma rede de logística em um sistema totalmente online. Com isso, atende desde empresas até pessoas físicas, incluindo as maiores lojas online do Brasil.

Com um investimento de US$ 150 milhões do grupo japonês Softbank, em junho de 2019, a Loggi se tornou mais um unicórnio nacional.

6. Gympass

Gympass

Uma semana depois de investir na Loggi, o Softbank, junto com o fundo americano General Atlantic, aportou US$ 300 milhões no Gympass, tornando-a um unicórnio.

A startup permite o uso de milhares academias diferentes pagando uma única assinatura

O modelo foi aprovado de imediato pelos usuários, mas tomou proporções maiores quando a empresa se voltou a clientes corporativos, que passaram a oferecer Gympass como benefício a seus funcionários. 

Atualmente, a startup de origem brasileira atua em 14 países, inclusive nos EUA, onde tem sua sede em Nova York.

7. Quinto Andar

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Fundada em 2013 pelos amigos Gabriel Braga e André Penha, a empresa surgiu com o objetivo de intermediar a relação entre proprietários de imóveis e inquilinos, sem a necessidade de caução, fiador ou seguro fiança.

A partir dessa inovação, a startup conseguiu reduzir a média de espera do mercado de 30 para 4 dias. Atualmente, a empresa também faz a intermediação da compra e venda de imóveis e até reformas de apartamento.

Com os US$ 250 milhões que recebeu em setembro de 2019 também do Softbank, desta vez com o fundo americano Dragoneer, passou ao patamar de unicórnio.

8. Ebanx

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Criada em 2012 pelo trio Alphonse Voigt, João Del Valle e Wagner Ruiz, em Curitiba, a Ebanx se tornou o primeiro unicórnio fora de São Paulo.

Tudo graças ao aporte de valor não revelado do fundo FTV, do Vale do Silício, em outubro de 2019.

A startup tem o objetivo de permitir que empresas estrangeiras, como Spotify, AirBnb, Sony e Aliexpress vendam produtos e serviços, cobrados na moeda local. 

9. Loft

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A empresa que facilita compra e venda de imóveis é a startup que mais rápido virou unicórnio. A empresa foi fundada em 2018 e alcançou o valor de mercado de US$ 1 bilhão com menos de 16 meses de operação.

A Loft atua desde o financiamento até a compra, reforma e venda de imóveis. Utilizando uma precificação inteligente de propriedades e de parcerias com empreiteiras, ela é capaz de prever melhor a rentabilidade de seus investimentos.

Você também pode criar uma unicórnio!

Diferentemente do animal misterioso, a empresa unicórnio é real, como vimos nas histórias contadas acima. 

É verdade que elas são raras. Menos de 1% das startups alcançarão o patamar do bilhão de dólares. Mas não são impossíveis. Aliás, tem sido cada vez mais fácil.

O primeiro passo é querer. O segundo é estudar. Ter conhecimento tanto do mercado da tecnologia, quanto de gestão de negócios é fundamental para iniciar uma startup.

A partir disso, você terá capacidade de desenvolver uma boa ideia e de se cercar de pessoas que embarquem nessa com você.

Mas o mais importante disso tudo é ter força de vontade e acreditar na sua ideia. Se ela for realmente boa, você encontrará os caminhos e os recursos necessários para tirá-la do papel.

Gostou do artigo? Comente abaixo quais das startups brasileiras de sucesso que você acredita que teve a melhor “sacada” de negócio!

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