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Quem foi Walt Disney? História, Curiosidades e Crenças

Você sabe quem foi Walt Disney?

Certamente esse não é um nome desconhecido para você, afinal, a marca criada por esse visionário (sejamos honestos, o império criado por ele) provavelmente fez parte da sua infância, e talvez, continue sendo parte da sua vida até hoje.

Mas como foi o início da jornada deste empreendedor que criou um verdadeiro universo mágico que encanta tantas gerações ao redor do mundo?

Nesse texto, vamos descobrir um pouco mais sobre a vida e os ensinamentos de Walt Disney, o pai do ratinho mais famoso do mundo.

Porém, apesar de toda a fantasia em torno da vida desta personalidade tão famosa, também existem muitos erros e quedas até o seu auge.

Ficou curioso(a)? Então, prepare-se para conhecer a história empreendedora sofrida, suada, porém, também de muito sucesso de Walt Disney.

Quem foi Walt Disney?

Walter Elias Disney, ou Walt Disney, foi um animador, cineasta, produtor cinematográfico, roteirista, dublador e empresário.

Disney foi uma das personalidades mais famosas do século XX e continua sendo até hoje, devido ao legado deixado ao criar a Walt Disney Company, uma das 10 marcas mais valiosas do mundo em 2021, segundo pesquisa anual da Brand Finance.

É certo dizer também que Disney foi pioneiro em oferecer uma imersão do público nas histórias que contava por meio de suas animações e filmes live action, criando um mundo imaginário e próprio que nos faz acreditar que nossos sonhos podem ser reais.

E isso pode ser comprovado em números.

Walt Disney é o maior indicado ao Oscar até hoje, levando 22 das 59 indicações ao prêmio.

Porém, o começo de tudo isso não foi tão bonito assim…

Infância conturbada e pai severo

Walt Disney nasceu em 5 de dezembro de 1901, na cidade de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos. 

Provindo de uma família de imigrantes (pai de ascendência irlandesa e mãe alemã e inglesa), foi o 4° filho de uma família de cinco irmãos.

Na época de nascimento de Walt, o pai tinha um pequeno negócio de construção civil que não ia muito bem. 

Isso fez com que a família passasse por grandes dificuldades financeiras e realizasse diversas mudanças.

Após passarem até mesmo pelo Canadá, a família se estabeleceu, por um período de tempo, em uma fazenda, na cidade de Marceline, estado de Missouri

Alí, Walt começou a traçar seus primeiros desenhos, retratando os animais com quem convivia naquele ambiente, em especial os cavalos.

O pai, porém, reprimia o interesse do menino nos desenhos, como também, na proximidade que tinha com os animais.

Aos nove anos de idade, em 1910, Walt e a família necessitaram se mudar novamente, agora, para Kansas City, em razão do adoecimento de seu pai.

Walt teve que trabalhar desde essa época.

Seu pai adquiriu o direito de distribuição de um jornal local, o que fazia o menino levantar por volta das 3h30 da manhã e realizar a entrega de cerca de 700 exemplares em aproximadamente duas horas, antes de ir para a escola.

Apesar do seu grande esforço, Walt não recebia nada pelo trabalho. 

Por isso, para ter poucos tostões e comprar alguns doces (proibidos em sua casa), em seu tempo livre, trabalhava em uma doceria ou em uma farmácia da região, como também vendia seus desenhos para os vizinhos.

(Ironicamente, mal sabiam os vizinhos o quanto esses desenhos valeriam num futuro não tão distante).

Aliás, a persistência de Walt de ganhar a vida com suas ilustrações, apesar da repulsa de seu pai, é algo a se destacar.

Apesar da rotina desgastante desde muito jovem, morando em Kansas City, o menino passou a frequentar o curso de desenho do Instituto de Artes da cidade, como forma de aprimorar seus traços e se profissionalizar.

O marco da Branca de Neve

Nessa mesma época, um acontecimento foi importante para os rumos que a vida lhe reservara.

Ao assistir ao filme Branca de Neve, de 1916, (que, em 1937, Walt adaptaria para a sua famosa animação), o menino ficou fascinado com a experiência cinematográfica.

Encantado, Walt perdeu a noção de tempo e seu pai, que recriminava tais ideias, descobriu seu paradeiro e o retirou do cinema à força, o agredindo na rua, em seguida.

Apesar da experiência traumática, Walt nunca se esqueceu do filme, o que seria um impulso a mais para sua entrada no mundo do cinema e das animações.

Primeiros passos da vida adulta

Pouco tempo depois, uma nova mudança. 

Agora, para a cidade de Chicago.

O pai de Walt vendeu o direito de distribuição do jornal local e abriu uma fábrica de geléias na nova cidade.

Estabelecido lá, o jovem Walt passou a trabalhar como entregador dos correios durante o dia e, na parte da noite, dividia seu tempo entre o trabalho de vigia noturno na fábrica da família e frequentar cursos de desenho.

Vendo seus irmãos mais velhos saindo de casa ainda jovens, fugindo do convívio com a difícil figura do pai, Walt pensava em maneiras de seguir os mesmos passos dos irmãos.

Assim, em 1918, o jovem tentou se alistar no exército e lutar na Primeira Guerra Mundial, porém, por ser menor de idade, seu alistamento foi rejeitado.

Entretanto, Walt conseguiu uma vaga na Cruz Vermelha, atuando no conflito como motorista de ambulância, na França.

Após retornar da guerra, em 1919, Walt voltou a trabalhar na fábrica de seu pai, primeiro como assistente, depois como vigia noturno novamente (o que lhe permitia manter os estudos de ilustração durante o dia).

No ano seguinte, o jovem percebeu que era o momento de se aventurar de vez em seu sonho de ser artística, retornando, então, para Kansas City.

Lá, chegou a trabalhar como cartunista em um jornal local, no qual foi demitido por “falta de criatividade” (risos irônicos) e também como criador de anúncios para um amigo de seu irmão, enquanto não conseguia um emprego como artista.

Apesar da falta de sucesso nessas duas empreitadas, Walt ganhou bastante conhecimento da área publicitária e, em 1920, com apenas 19 anos e junto ao seu amigo Ub Iwerks, criou a Iwerks Disney, uma empresa de animação sediada em um celeiro.

E, assim, nascia o empreendedor Walt Disney.

A história de Walt Disney no empreendedorismo

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Poderíamos dizer aqui que esse foi o início de uma carreira que decolou, porém, como falamos no início, a fantasia fica apenas nas histórias que Disney ainda nos apresentaria.

Apesar do sonho de ter sua própria empresa, a Iwerks Disney durou apenas um mês, e os dois sócios tiveram que voltar ao mercado de trabalho, como empregados.

Desta vez, porém, Walt conseguiu um serviço como animador de desenhos que eram passados no cinema local antes dos grandes filmes (uma espécie de curta-metragem, podemos dizer), que o fez ganhar conhecimento e confiança em suas habilidades de animação.

Mas, o sonho de empreender não parou por aí.

Em 1922, Walt pediu demissão do emprego de animador para abrir a Laugh-O-Gram, uma também empresa de animação. 

A ideia era realizar espécies de sátiras animadas de notícias regionais a serem passadas antes dos filmes, no cinema da região.

O primeiro tema foi “piolhos”, um assunto que assombrava a população norte-americana, na época.

O que parecia ser o início de uma empreitada promissora, porém, acabou transparecendo a inexperiência de um iniciante no mundo dos negócios. 

Por uma desatenção, Walt fechou o com o dono do cinema a exibição de suas animações pelo valor de produção.

Ou seja, lucro zero para ele e sua equipe.

Porém, isso não o desanimou, e logo conseguiu novos clientes e um acordo de criação de 6 curta-metragens com a distribuidora Pictorial Clubs, Inc, que só pagaria ao estúdio de animação após a entrega dos filmes combinados.

Para realizar o trabalho, Walt fez um empréstimo a um banco, porém, antes da conclusão do serviço, a distribuidora quebrou, resultando no não pagamento pelos filmes.

Logo, Walt ficou endividado e veio à falência, perdendo todos os seus bens, aos 22 anos de idade.

Um novo recomeço

Mesmo totalmente quebrado, Walt não deixou de lado o seu sonho e viu em Hollywood a oportunidade de recomeçar.

Assim, em 1923, mudou-se para a Califórnia, com o desejo de tornar-se diretor de cinema, assim como seu ídolo, Charles Chaplin. 

Pela falta de condições financeiras, Walt precisou hospedar-se na casa de um tio, que fazia grande pressão para o sobrinho arranjar um emprego.

Isso não abalava Walt que, além de um grande sonho, tinha também um plano.

Após o fechamento da Laugh-O-Gram, o único projeto que lhe restou foi Alice Comedies, um curta que ainda não havia sido vendido e que mesclava live action com animação.

No filme, a atriz Virginia Davis interpreta a personagem Alice, uma menina real que vai para um mundo de animação e interage com ele. 

Eram técnicas e narrativas extremamente inovadoras para a época.

Crente em seu promissor projeto, Walt mandou diversas cartas à distribuidoras de Los Angeles vendendo o seu projeto, enquanto realizava trabalhos freelancers de fotógrafo para se sustentar.

Após diversas negativas, uma distribuidora chamada Winkler Pictures, com sede em Nova York, demonstrou interesse na produção e, em um acordo, fechou a produção de 12 episódios de Alice Comedies.

Era um recomeço para Walt.

Nasce a Walt Disney Studios

Há um consenso entre as pessoas de que é necessário aprender com a história para não cometer os mesmos erros do passado, e podemos dizer que Walt fez a lição de casa.

Pela sua experiência com a administração da Laugh-O-Gram, o empreendedor percebeu que seu talento estava na produção dos filmes, e não no gerenciamento de uma empresa.

Por isso, para focar na qualidade de suas produções e não cometer os mesmos erros administrativos anteriores, Walt convidou seu irmão, Roy, a ser o gerente financeiro da empresa que estava abrindo.

Outra convicção de Walt era que necessitava ter uma equipe de alta performance, que entregasse um trabalho de extrema qualidade.

Assim, por meio de mais um empréstimo, o empresário em ascensão contratou sua antiga equipe da Laugh-O-Gram e, junto ao seu irmão, criaram a Disney Brothers Cartoon Studio.

Após tantos percalços, finalmente chegavam os refrescos.

Os primeiros anos de glória

Os anos seguintes foram realmente muito bons para Walt e sua empresa que, por ironia do destino, contratou Lillian Bounds como parte da equipe, com a qual viria a se casar, em 1925.

Sua equipe também batia recordes de produção, criando curtas metragens em um prazo de 15 dias, uma marca extremamente expressiva para a época.

Porém, algo que sempre foi importante para Walt e a qual não abria mão era o reconhecimento pelo seu trabalho.

Com o crescimento e sucesso da empresa, Walt queria evidenciar seu nome, fazendo-o aparecer em todas as produções que criassem e demonstrando que ele era o coração do estúdio.

Sendo assim, e com receio de que o irmão mais velho levasse os créditos pelo seu mérito, a empresa foi rebatizada para Walt Disney Studios.

Mais algumas frustrações na carreira

Os primeiros anos gloriosos da Walt Disney Studios, porém, estavam prestes a ganhar uma nova reviravolta.

Em 1927, Walt teve a oportunidade de trabalhar com a Universal Films, por meio da distribuidora Winkler, na criação de um personagem totalmente novo, um coelho batizado de Oswald.

Oswald foi, de fato, o primeiro grande sucesso de Walt, personagem que ganhou uma notória popularidade com o passar do tempo e que tinha uma equipe de 20 pessoas envolvidas em suas produções.

Mas, como sabemos que nem tudo são flores, o irmão de Walt, Roy, alertou-o para o alto custo das produções do coelho, e que para terem um lucro mais viável, era necessário realizar uma nova negociação com a distribuidora Winkler.

Confiante de suas produções e ciente da “mina de ouro” que o estúdio estava sendo para Winkler, Walt agendou uma reunião com Charles Mintz, diretor da distribuidora.

Ele viajou, então, para Nova York com dois rolos de novos episódios de Oswald, confiante que voltaria para Hollywood com uma bela negociação.

Mas, como já esperamos, não foi bem assim…

Na reunião, Walt descobriu que o contrato assinado para a criação de Oswald não lhe dava direitos sobre o personagem. Basicamente, a Walt vendeu o coelho a Winkler sem saber.

Não bastando, também ficou sabendo que Mintz havia contratado a maior parte da equipe da Walt Disney Studios por acordos irrecusáveis, o que dava a Winkler condições de continuar produzindo os episódios de Oswald sem ter Walt na jogada.

Mais uma vez, a derrota bateu à porta…

Walt sentiu na pele o mais puro jogo sujo dos negócios, se sentindo ingênuo, manipulado, humilhado e traído por todos ao seu redor.

Porém, isso não o abalaria e nem o faria largar de seu sonho. Pelo contrário… A difícil crise pela qual passava o fez ter a ideia de criar um personagem que seria o oposto de tudo que viveu naquela reunião.

Nascia, assim, Mortimer Mouse, um ratinho gentil, educado e honesto, a representação do que desejava para os valores de seu estúdio: uma empresa ética e que se importasse com a felicidade das pessoas.

Com a equipe que lhe restava, Walt definiu quais seriam os conceitos e ideias por trás deste personagem e Ub Iwerks, seu antigo e fiel amigo, fez os primeiros rabiscos do ratinho, que Lillian Bounds o rebatizou para um nome mais alegre e condizente com seu conceito.

Assim, Mickey Mouse veio ao mundo.

Mickey Mouse é apresentado ao mundo

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Foram precisos 4 filmes com Mickey para convencer Walt a apresentar ao mundo seu novo personagem da maneira como desejava.

Assim, em 17 de maio de 1928 foi exibido, pela primeira vez, o filme “Crazy Plane”, curta protagonizado pelo ratinho que mudaria o mundo do entretenimento. 

O filme por si só já era diferenciado, com sincronia de sons com imagens, algo inédito para a época.

A popularidade de Mickey Mouse, porém, só veio alguns meses depois, com a exibição do famoso curta “Steamboat Willie”, em 18 de novembro de 1928, que foi um sucesso absoluto.

Mickey Mouse tornou-se uma febre nacional, com as pessoas querendo comprar bonecos e souvenirs do personagem, transformando Walt Disney na primeira celebridade mundial das animações da história.

Foram dois anos gloriosos para a Walt Disney Studios, porém, como não poderia ser diferente na vida de Walt, em 1930, descobriu que um ex-executivo da Universal Pictures, Pat Powers, estava roubando de seu estúdio.

Não bastando o rompimento com a distribuidora, Powers convenceu Ub Iwerks a abandonar Disney e criar o seu próprio estúdio, que acabou aceitando.

Foram anos difíceis, porém, o estúdio conseguiu assinar com a Columbia Pictures para a distribuição dos filmes e não parou de apostar em seu novo personagem, expandindo seus filmes para territórios internacionais.

Assim, em 1932, o estúdio deu a volta por cima e levou o seu primeiro Oscar pelo filme “Flowers and Trees

Branca de Neve e os Sete Anões

Inovação, pensar fora da caixa e ousadia são adjetivos que claramente podemos dar a Walt Disney, o que fica extremamente claro quando lembramos de “Branca de Neve e os Sete Anões”, o projeto mais desafiador do estúdio, até então.

A ideia de Walt era produzir uma animação com o mesmo tempo de duração que um filme com atores reais, algo extremamente inconcebível para a época.

Porém, não para Walt Disney.

O filme começou a ser produzido em 1934 e só foi concluído em 1938, logo que o autor não queria nada menos do que um filme de excelência.

Assim, o projeto, que tinha o valor inicial previsto em U$ 500 mil, custou U$ 1,5 milhão para ser finalizado.

O dono do estúdio não sabia se sairia no prejuízo, ou não. O que importava para Walt era responder à pergunta: “Você é capaz de fazer as pessoas chorarem com um filme feito com desenhos?”. 

E, bem, hoje sabemos a resposta.

Após a sua estreia, em 10 de janeiro de 1938, o filme tornou-se um sucesso absoluto e lucrativo para o estúdio, revolucionando a indústria de filmes e animações, e levando, mais uma vez, o Oscar para casa.

Assim, iniciava o que ficou conhecida como a “Era de Ouro” da Disney, período de tempo em que Walt esteve à frente das produções do estúdio que, além de Branca de Neve, contou também com Pinóquio, Fantasia, Dumbo e Bambi.

Disneyland: onde os sonhos se tornam realidade

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O que são sonhos para o homem que fez gerações do mundo inteiro acreditarem que eles podem tornar-se realidade?

Para alguns, observar sua ousadia poderia simbolizar loucura. Para Walt Disney, sonhos eram apenas objetivos a serem alcançados.

Um dos programas em família que ele adorava fazer com suas filhas era o de ir a parques de diversão e ter momentos de alegria, porém, sempre retornava para casa muito irritado com a sujeira e desorganização destes ambientes.

Movido por essas más experiências, Walt decidiu que abriria seu próprio parque de diversões, ou melhor, mais que isso, construiria uma verdadeira experiência mágica de diversão e felicidade para toda a família.

Chegava o momento de Walt explorar um novo segmento em sua carreira empreendedora e trazer à vida Disneyland.

Para um projeto tão ousado, e nos moldes que Walt desejava, era necessário muito dinheiro e patrocínio. Porém, ser um bom vendedor de ideias sempre foi um ponto forte de Disney.

Desta forma, Walt conseguiu negociar com a emissora de TV ABC um empréstimo de 5 milhões de dólares em troca de um programa dominical exclusivo, apresentado por ele próprio.

Foi um acordo de ouro para ambos os lados. 

Para a TV, exclusividade de transmissão dos desenhos Disney, já extremamente populares na época.

Para Walt, além do empréstimo financeiro, uma vitrine para divulgação de seus personagens e propaganda da inauguração de seu novo parque.

E deu muito certo!

O parque foi inaugurado em 17 de julho de 1955, em Anaheim, na Califórnia.

A expectativa do público em conhecer o parque era tão grande, que chegou ao ponto do espaço receber um volume de visitantes muito maior que o planejado em sua inauguração, com pessoas tentando entrar com ingressos falsos, inclusive.

Pela quantidade de pessoas muito acima do esperado, obviamente, a experiência que Walt desejava dar às famílias acabou não acontecendo.

Há relatos, inclusive, que, em razão deste grande volume de gente, tiveram que direcionar a água destinada ao consumo, para os sanitários, em plenos 38°C que fazia no dia (dá sede só de pensar).

Foi um primeiro dia turbulento, porém, que rendeu muitos aprendizados

Walt e sua equipe fizeram alguns ajustes para o dia seguinte e, dali em diante, Disneyland virou o sucesso mundial que conhecemos atualmente.

Walt Disney World

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Porém, Walt era inquieto e, após algum tempo, o parque da Califórnia já não era o suficiente para ele.

Ele queria mais, uma verdadeira expansão dos negócios.

Encontrou a oportunidade para isso em um enorme pedaço de terra em Orlando, no estado da Flórida, e não pensou duas vezes em adquiri-lo.

Segundo Walt, a construção de prédios ao redor do parque da Califórnia, após a sua inauguração, estava “quebrando o encanto” que desejava transmitir.

Sendo assim, para nada impedir a imersão desejada, o empresário adquiriu um espaço de 100 km² e batizou esse novo complexo de parques de Walt Disney World.

Além de imergir nesse mundo mágico, criado por esse verdadeiro visionário, Walt queria que fosse um lugar que transparecesse tecnologia, um espaço verdadeiramente à frente do seu tempo.

Uma das ideias iniciais era construir uma seção do parque chamada Epcot, a qual seria uma cidade em que as pessoas pudessem morar e se divertir, dentro do parque.

Porém, esse projeto não foi para frente e, sem seu lugar, foi construído um parque do complexo dedicado à ciência e tecnologias.

Por fim, o Walt Disney World foi inaugurado em 1971, porém, o seu idealizador nunca chegou a vê-lo pronto.

Desde muito cedo, Walt consumia um grande volume de cigarros e, em decorrência disto, descobriu que estava com câncer pulmonar, em 1966.

A doença acabou vencendo o criador do Mickey e, em 15 de dezembro do mesmo ano, Walt veio a falecer, com 65 anos de idade.

Sua trajetória, porém, foi enorme.

Em 2015, foi lançado o filme “Walt antes de Mickey”, que conta sua trajetória, desde a infância, até a primeira exibição de “Plane Crazy”.

A cinebiografia, inclusive, foi aprovada pela família Disney.

O filme está disponível na Amazon Prime e o trailer você pode ver abaixo.

4 ensinamentos que Walt Disney deixa para empreendedores

É espetacular e inspirador olhar para a trajetória de Walt Disney e se encantar com tudo o que foi construído, como também com o seu legado, que se reflete até hoje.

Mas, como pudemos ver, não foi nada fácil isso acontecer.

Porém, se você pretende empreender, é imprescindível tirar alguns aprendizados de ouro da vida deste visionário:

1. Não associe um evento a você ou a seus sonhos

Empreender não é algo fácil.

Se você já tentou abrir, ou tem uma empresa aberta, sabe bem do que estamos falando.

Diversas vezes, um conjunto de variantes podem conspirar para nada dar certo naquela tentativa, afinal, nem só de acertos a vida é feita.

E, sim, sabemos também o quão forte pode ser o sentimento de frustração após uma queda.

Porém, esse foi o grande diferencial de Walt Disney.

Mesmo com todas as quedas sofridas, Walt nunca desistiu de seus sonhos e sabia que o que deu errado foi a tentativa, e não o seu sonho, que o sentimento de fracasso era reflexo da tentativa, e não de quem ele era.

Essa foi uma lógica fundamental para a construção da grande companhia que conhecemos hoje, afinal, isso que o fez não desistir.

2. Seja autocrítico

Claro, a insistência é importante, porém, quando investida nos erros, só leva a constantes fracassos.

E Walt percebeu isso.

Foi a partir do momento que entendeu que seu verdadeiro talento era para as produções, e não para a administração de empresas, que abriu mão desta função e a passou para o seu irmão, Roy.

A partir daí, a Disney Studios começou a dar os seus primeiros passos.

Porém, isso só foi possível ao analisar o que deu certo e o que deu errado na empreitada anterior. 

A autocrítica é essencial a todo empreendedor, pois é ela que te guiará para as melhores escolhas a cada nova empreitada.

3. Se você tem convicção, lute por ela

Adversidades é o que menos vai faltar na vida de um empreendedor.

E essas adversidades não estão apenas do lado de fora da empresa, elas podem estar ao seu lado.

Veja o quanto Walt foi desacreditado pelas pessoas com quem trabalhava, o quanto foi chamado de louco ao propor projetos “impossíveis”, até aquele momento.

A convicção, porém, o guiou e o levou a escrever a história e redefinir todo o mercado de entretenimento.

Se você tem um sonho e acredita fielmente que é possível, faça-o acontecer!

4. Pense de forma criativa

E quando falamos do pensamento criativo de Walt Disney, não nos referimos somente à criatividade das histórias de suas obras.

Walt sempre teve a sagacidade de não seguir apenas pelo que já era feito, pelo óbvio. 

A grande sacada dele foi vagar por áreas, ou nichos de atuação, de maneira melhor, ou diferente.

Exemplos claros disso são as suas duas grandes criações que o fizeram se destacar em áreas distintas: Mickey Mouse e os parques Disneyland e Walt Disney World.

Um dos motivos da personalidade simpática e gentil de Mickey foi pela percepção do criador de que os desenhos animados da época, como Bet Boop e o gato Felix, tinham um conteúdo de teor bruto e violento.

Sendo o oposto disto, Mickey tornou-se algo diferente, se destacou e ganhou uma imensa legião de fãs.

No caso dos parques, para muito além de oferecer apenas diversão barata, Walt prezou pela imersão naquele universo único, numa experiência muito melhor que qualquer outro parque da época poderia oferecer.

Ao empreender, olhe ao redor, analise os concorrentes e pense de maneira criativa: como se destacar em meio a tudo isso?

5. “Quando vida te der limões, faça uma limonada”

Esse, talvez, seja o ditado mais adequado para ilustrar a trajetória de Walt Disney.

Ao longo da sua vida, o que não faltaram foram adversidades. Não foi uma ou duas vezes que Walt se viu sem ter onde se apoiar, sustentado apenas por seus sonhos.

Porém, diante destas situações, tirou o melhor delas e não esperou o momento ideal para ir atrás do que era importante para ele.

Especificamente sobre isso, Walt disse uma vez: “Decidi não esperar as  oportunidades e, sim, buscá-las. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.”

E essa busca pela felicidade diária foi levada tão a sério por ele que é um dos valores que regem o Walt Disney World e toda a magia do complexo.

Os valores por trás do Walt Disney World

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Walt entendeu que o que ele vendia não eram ingressos ou produtos, e sim, experiências.

Por isso, não bastava apenas oferecer brinquedos e atrações diferentes, era necessária uma verdadeira imersão naquele mundo, afinal, segundo a The Walt Disney Company, seu objetivo é “tornar as pessoas felizes

Sendo assim, cada minuto vivido dentro do parque precisa ser único, desde uma atração musical, até a espera na fila de um brinquedo.

E o primeiro passo para essa imersão é priorizar o atendimento ao cliente.

Quando alguém visita algum dos complexos de parques ao redor do mundo (sim, mundo, afinal, o Walt Disney World está presente em doze países), o que se busca é férias e diversão.

Se você já teve essa experiência, ou conhece alguém que já visitou um dos parques, sabe que a toda hora algo está acontecendo para te entreter e os funcionários, a todo momento, estarão por perto para te auxiliar, sempre muito simpáticos, sorridentes e prestativos.

E isso não é por acaso.

Para esse atendimento de excelência, Walt criou a Disney University, na qual oferece treinamentos a toda a equipe de funcionários, preparando-os para situações adversas e os motivando constantemente.

Assim, também imersos na cultura da empresa, ao irem a campo, expressam, em suas atitudes, os valores que regem a Walt Disney Company, como decência, senso comunitário, criatividade, sonhos e imaginação.

Funcionários como “membros do elenco”

É isso mesmo! Os funcionários são chamados de “membros do elenco”, logo que outro valor da empresa é a narrativa, na qual, independentemente do que acontecer, ninguém nunca sai do seu papel. 

(Quem nunca viu os personagens de Toy Story caindo no chão quando alguém grita “o Andy vem vindo!”?)

Mas, além de oferecer total atenção, os funcionários também estão constantemente ouvindo os feedbacks dos visitantes (que, nos parques, são chamados de convidados).

Para prover uma experiência de primeira, não basta ofertar algo baseado apenas no achismo do que é melhor para o cliente, pois ele sabe o que é melhor para ele.

Por isso, cada opinião é importante e levada em consideração

Desta forma, os parques estão em constantes mudanças e testando coisas novas, com base nas percepções de melhoria dos frequentadores.

Assim, cada visita nunca será igual a anterior, logo que sempre poderão contar com algo novo e único.

Isso é o que se chama de “estratégia de encantamento”, ao gerar um sentimento afetivo e de pertencimento às pessoas, mantendo o contato visual, projetando uma imagem positiva, dando suporte imediato, garantindo a segurança, tendo uma linguagem corporal adequada e sempre agradecendo.

Certa vez, o Walt afirmou: “Não colocamos pessoas na Disney. Nós colocamos a Disney nas pessoas.”, e isso só é possível dando prioridade máxima aos cliente, acima de tudo.

6 Curiosidades sobre Walt Disney que provavelmente você não sabia

Uma figura tão fascinante e à frente do seu tempo, não poderia deixar de ter histórias e fatos curiosos ao longo de sua vida.

Por isso, separamos 6 bem interessantes:

  1. Walt Disney também era dublador. Aliás, por um certo período, era ele quem dava voz à sua obra prima: Mickey Mouse
  1. Em 1946, Walt fez uma parceria com o pintor surrealista Salvador Dali, na animação de uma história de romance, que retratava a importância do tempo. O filme, porém, só foi rodado experimentalmente por 15 segundos, no mesmo ano.
  1. Antes de tentar se alistar no exército, Walt criava desenhos da Primeira Guerra Mundial, como forma de demonstrar o seu patriotismo.
  1. Com a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, Walt foi convidado pelas Forças Armadas Estadunidenses a criar desenhos animados de treinamento de soldados, além de propagandas militares com seus personagens.
  1. No pós-guerra, sua empresa estava quase falida e, para reverter o quadro, apostou na criação do longa Cinderela, que foi produzido com baixo orçamento, mas que teve retorno o suficiente para reerguer a empresa. 
  1. Walt também realizou produções de live action, como A Ilha do Tesouro, o Drama do Deserto e Mary Poppins, este último levando 1 Globo de Ouro, 1 Grammy, 1 BAFTA e 5 Oscars.

O homem que nos fez acreditar que a fantasia pode ser real

Olhando para tudo o que foi construído e para o legado de Walt Disney, é impressionante observar como esse empreendedor simplesmente mudou as regras do jogo do mundo do entretenimento e gerou valor para tanta gente e por tanto tempo

Walt não só lutou por seus sonhos até o fim, como mudou o mundo todo com suas obras e visão de mundo.

E tudo isso começou com um menino, fazendo desenhos de cavalos no celeiro da fazenda de seu pai.

Se você gostou desse conteúdo, comente aqui nos comentários quais outros empreendedores gostaria de ver por aqui.

E não deixe de acompanhar o artigo que preparamos sobre Elon Musk, da série “Empreendedores de Sucesso”.

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