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Diplomata: O que faz, Como se tornar um e Quanto ganha

Você sabe o que faz um diplomata?

Essa é, sem dúvidas, uma das profissões as quais a maioria das pessoas até imagina quais são as atividades exercidas por este profissional, mas poucas têm real consciência da sua importância.

Em mundo globalizado, a presença de pessoas que representam nações, nas mais diversas necessidades, é de extrema necessidade para gerar diálogo, pontes e conexões.

Quer saber como e porquê, além de conhecer mais sobre este ofício? 

Então, acompanhe conosco esse artigo que traremos informações completas sobre o assunto.

O que faz um diplomata?

O diplomata é um servidor público que trabalha em função de favorecer os interesses do seu país no exterior e busca instigar relações e interações com outros países

Nesse sentido, podemos definir as funções de um diplomata em três áreas de atuação:

1. Representação

Esse profissional pode ser designado a representar seu país em cerimônias, atividades de protocolos e até mesmo na assinatura de documentos oficiais, como contratos e tratados entre países.

2. Negociação

Não é segredo algum que todas as nações buscam oportunidades que não são encontradas dentro de seu próprio país e até mesmo buscam oferecer recursos próprios como moeda de troca.

O diplomata, portanto, pode se tornar um dos responsáveis pela concretização dessas negociações, buscando sempre bons acordos, algo que tange toda a atividade exercida por esse profissional.

3. Informar

Entre as questões de negociação, está também a disponibilização de informações. Afinal, na era da informação, nenhuma moeda de troca é mais valiosa.

Por isso, o diplomata também é responsável pela busca e aquisição de dados e informações específicas que ajudarão a conduzir a política externa e relações internacionais do país representante, sempre sob responsabilidade do Ministério de Relações Exteriores (MRE).

Aliás, é válido mencionar que o diplomata, no Brasil, trabalha diretamente para esse Ministério, também conhecido como Itamaraty.

Inclusive, quando atua dentro do país, esse profissional exerce suas funções no complexo do MRE, ou em escritórios representativos, em outras cidades.

Por tudo isso, seja atuando dentro ou fora do país, o diplomata tem, na natureza de suas funções, a promoção comercial dos interesses do seu país.

Como se tornar um diplomata?

como ser diplomata

Se você está pesquisando sobre o papel de um diplomata, certamente também deve estar curioso para saber quais são os requisitos mínimos para isso.

E, pasme, mas não há um curso ou graduação específico para se tornar um.

As condições para adquirir esse título e atuar como, são:

  • Ser maior de idade (ter mais de 18 anos);
  • Ter nacionalidade brasileira comprovada;
  • Estar em dia com os compromissos eleitorais e militares;
  • Ter aptidão física e psicológica para o exercício do cargo;
  • Ser graduado em qualquer curso superior.

É interessante observar esses requisitos, logo que pelas requisições do cargo, é fácil imaginar um profissional extremamente fora da curva para lidar com tamanhas responsabilidades.

Porém, o Itamaraty não busca profissionais com uma enorme bagagem de conhecimento, mas sim, grande capacidade analítica, aplicando os conhecimentos da sua área de atuação no exercício das funções diplomáticas.

Porém, é claro, há a necessidade de possuir o diploma de ensino superior e, nesse sentido, qual curso torna-se mais vantajoso para um diplomata?

Não há respostas certas para essa pergunta. Tudo dependerá da área de atuação. 

Porém, o curso de Relações Internacionais contribui (e muito) no planejamento e execução de estratégias de internacionalização, algo extremamente importante para um diplomata.

Ok. Você quer se tornar um diplomata e já conseguiu dar um “check” em todos os requisitos. E agora?

O próximo passo é prestar o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, também conhecido como CACD.

Como funciona o CACD?

O Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, o CACD, é um exame que existe desde 1996 e é aplicado em todas as capitais do Brasil, inclusive no Distrito Federal.

Ao passar nesse exame, o candidato assume o cargo de terceiro-secretário da carreira de diplomata, conforme sua classificação na prova, e é possibilitado de matricular-se no Curso de Formação de Diplomatas, do Instituto Rio Branco.

A prova é dividida em duas fases, sendo elas:

1ª Fase

Prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório.

2ª Fase

Na segunda fase, a prova dissertativa, também sendo classificatória e eliminatória.

Em ambas as fases, as questões tangem as seguintes matérias:

  • Língua portuguesa;
  • Língua inglesa;
  • História do Brasil;
  • Geografia;
  • Política Internacional;
  • Economia;
  • Direito e direito internacional público;
  • Língua espanhola;
  • Língua francesa.

Qual é o salário de um diplomata?

Um diplomata tem um salário equivalente a R$ 19.199,06, segundo o edital 2020 do Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. 

É válido ressaltar que esse é apenas o valor inicial bruto.

Ou seja, conforme o desempenho deste profissional, levando em consideração tempo de serviço, merecimento, permanência mínima em cada cargo, tempo de serviço no exterior e conclusão de cursos específicos, o salário tende a aumentar.

Após tornar-se diplomata, no cargo de terceiro-ministro, a escala de promoções corresponde, consecutivamente, a:

  • Segundo-secretário;
  • Primeiro-secretário;
  • Conselheiro;
  • Ministro de segunda classe;
  • Embaixador ou ministro de primeira classe, tendo, este último cargo, uma remuneração de R$ 27.369,67

Aliás, esses são valores correspondentes ao concurso de 2020 e há correções anuais destes ganhos.

Preciso saber muitas línguas para ser um diplomata?

Talvez seja essa a maior dúvida (e a que mais dê aquele friozinho na barriga) para quem decide seguir na carreira de diplomata.

E, como podemos ver, sim, é preciso saber várias línguas para ser um diplomata apto para o exercício da função.

Mais especificamente, três línguas estrangeiras: inglês, espanhol e francês, além de um exímio conhecimento da nossa língua mãe, o português.

Sem dúvidas, esses requisitos são verdadeiros desafios para quem nunca teve contato com essas línguas estrangeiras. Porém, algumas dicas podem ser seguidas para superar essas adversidades.

A primeira dica é: devagar e sempre.

Comece aos poucos. Ao iniciar o estudo de novas línguas, sempre há um desejo enorme de aprender tudo de uma vez. Porém, calma… 

Ter uma grande carga de estudos, logo de primeira, não é bom, nem recomendável. Pior ainda se estudar mais de uma língua ao mesmo tempo.

Por isso, reserve pequenos fragmentos do seu dia para essa tarefa. Estudar de forma focada, de 15 a 20 minutos por dia, reverbera em um avanço considerável.

Pode parecer pouco, porém, quando se pensa no longo prazo essa carga de estudos, ela faz uma grande diferença.

O importante é manter constância.

Aprender uma nova língua abre um grande leque de perspectivas e mundos totalmente novos. Mas, nesse mar de possibilidades, por onde começar?

Nossa dica, nesse caso, é focar no vocabulário.

Cada língua tem suas próprias regras ortográficas e nessas inúmeras especificações é normal ficar perdido ou até mesmo se frustrar, achando que nunca assimilará todo o conteúdo.

Por isso, quanto mais palavras aprender, mais rapidamente terá contato com a língua estudada.

Por isso, aprenda o maior número de palavras possíveis, seja por meio de livros, séries, filmes, aplicativos ou qualquer outra forma de contato com a língua estudada.

Mas, conhecimento sem prática, de nada adianta…

Por isso, após estudar na sua rotina diária, torne hábito o ato de se comunicar nesta língua

Escreva textos, mande áudio, converse, faça postagem… enfim, tudo o que for possível para praticar tudo o que aprendeu.

A melhor forma de aprender um novo idioma é torná-lo parte natural do seu cotidiano.

Qual a importância de um diplomata para o país?

Quando pensamos na interdependência das nações para ganhos próprios e mútuos, como também no movimento sem volta da globalização, a boa relação com outros países torna-se uma necessidade urgente, logo que a regra da boa vizinhança é regra de ouro nestas conexões.

O diplomata, portanto, é uma figura-chave nessas relações, logo que sua pessoa torna-se a personificação representativa de toda uma nação.

Além de buscar atender e suprir os interesses de seu país no exterior, também é um verdadeiro mediador de conflitos, além de um norte para outros brasileiros que moram no exterior.

A falta deste profissional torna qualquer país isolado de todo o resto do mundo

Por isso, é incontestável que o diplomata é uma figura essencial e indispensável para toda nação.

Entendendo o IRBr e o Itamaraty 

Comentamos aqui, brevemente, que o diplomata é um funcionário público ligado ao Itamaraty e ao Instituto Rio Branco (IRBr). 

Mas, você sabe como e para qual finalidade eles existem?

Instituto Rio Branco (IRBr)

O IRBr existe desde 1945, ano do centenário de nascimento de José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, conhecido como patrono da diplomacia brasileira, e seu nome é uma clara homenagem a essa figura.

O Instituto é responsável pelo Concurso Público para a admissão de candidatos à diplomatas, no Brasil.

Segundo o site do IRBr, são objetivos do instituto:

  • harmonizar os conhecimentos adquiridos nos cursos universitários com a formação para a carreira diplomática;
  • desenvolver a compreensão dos elementos centrais da formulação e execução da política externa brasileira; e
  • iniciar os alunos nas práticas e técnicas da carreira.

Em resumo, o órgão responsável pela seleção e formação dos diplomatas brasileiros.

Itamaraty

Itamaraty é o nome dado ao Ministério de Relações Exteriores brasileiro.

Esse ministério auxilia o presidente da república na tomada de decisões para a formulação de políticas externas do país, na sua execução  além de ser responsável pelas relações internacionais com outros países.

Também segundo a página do Instituto Rio Branco, as principais responsabilidades do Itamaraty são:

  • Colher as informações necessárias à formulação e execução da política exterior do Brasil;
  • Dar execução às diretrizes de política externa estabelecidas pelo Presidente da República;
  • Representar o governo no exterior;
  • Negociar e celebrar tratados, acordos e demais atos internacionais;
  • Organizar, instruir e participar de missões especiais em conferências e reuniões internacionais;
  • Proteger cidadãos brasileiros no exterior;
  • Promover os produtos nacionais em outros mercados;
  • Tratar da promoção cultural do Brasil no exterior.

Logo, fica clara a importância da presença de diplomatas para a execução de todas essas obrigações.

5 diplomatas brasileiros para se inspirar

No tópico anterior, citamos o Barão de Rio Branco como uma figura importante para a diplomacia brasileira.

Mas, quem atualmente está neste cargo?

Na verdade, não existe uma resposta única para esta pergunta, ou melhor, para respondê-la seria necessária uma enorme lista de nomes, afinal, o Brasil conta com a presença de diplomatas em quase 200 países, tendo, ao menos, um representante em cada um deles.

Bateu a curiosidade?

O Ministério das Relações Exteriores conta com uma página completa e atualizada com o nome e localização de cada um destes profissionais. Vale a pena conferir.

Porém, ao longo da história, alguns diplomatas marcaram presença na diplomacia que o Brasil exerceu dentro e fora de seus territórios.

Afinal, é uma profissão que, apesar de ter sido reconhecida oficialmente apenas em 1808, com o Tratado de Tordesilhas, já estava presente por aqui desde a formação do país.

Por isso, confira 5 diplomatas brasileiros que fizeram história e vão te inspirar.

1. Alexandre de Gusmão

O santista Alexandre de Gusmão viveu entre 1695 e 1753 e, aos 15 anos de idade, foi para Portugal, local ao qual formou-se em direito e passou a exercer seu ofício como diplomata.

Seu maior feito e contribuição foi na coordenação das negociações para a concretização do Tratado de Madri, que viria a substituir o Tratado de Tordesilhas, um importantíssimo fato histórico.

2. José Bonifácio de Andrada e Silva

O “Patriarca da Independência” e “primeiro chanceler brasileiro”, como é conhecido, viveu entre 1763 e 1838 e graduou-se em Leis e Filosofia Natural, na cidade de Coimbra, em Portugal, além de ter estudado também outras áreas do conhecimento.

Além da grande responsabilidade atribuída a ele por Dom Pedro I, sobre negócios do reino, José Bonifácio era um grande entusiasta da reforma do ensino e da abolição da escravatura.

Ideias como estas, à frente de seu tempo, foram influentes na composição no “Manifesto às Nações Amigas”, datado de 1822, que repudiava o colonialismo português e defendia uma política externa soberana.

3. Rui Barbosa de Oliveira

Entrando em meados do século XX, e primeiro período republicano do nosso país, temos Rui Barbosa que, além de diplomata, também foi advogado, jornalista, ministro do estado, senador e, não por menos, duas vezes candidato à presidência.

Apesar de a diplomacia não ser a maior de suas atuações, foi um grande defensor influente nas ideias de liberdades individuais, o modelo federativo e a cidadania, algo semelhante ao modelo americano.

Tais ideias contribuíram para a construção do texto na Constituição Republicana de 1891

4. João Cabral de Melo Neto

João Cabral de Melo Neto, além de diplomata, também foi poeta e atuou nos anos 30. O grande destaque de sua carreira, porém, se deu nos anos 70, período ao qual o Brasil passou a estudar uma política externa voltada aos países chamados de “terceiro mundo”.

Nessa época, João manteve-se em diversos países africanos, até estabelecer-se na Península Ibérica, na qual recebeu o cargo de cônsul geral do Brasil em Portugal.

5. Celso Amorim

O também santista Celso Amorim, é o mais recente diplomata da nossa lista.

Formado em ciência política pela London School of Economics e, como diplomata, pelo Instituto Rio Branco, além de também ser ex-ministro da defesa e ex-ministro das relações exteriores.

O grande destaque de Amorim como diplomata foi em sua atuação no fortalecimento das relações com os países sul-americanos, na preparação para a implantação do Mercosul, em 1995.

Além disso, também sob influência, durante o período de seu mandato, foram instauradas embaixadas na Ucrânia e no Vietnã. 

Ser diplomata é cultivar boas relações

Afinal, nada mais intrínseco ao exercício de sua função que saber negociar e projetar, da melhor forma possível, a imagem de seu país lá fora.

Quer se tornar um diplomata? Umas das necessidades é ter nível superior.
Então, não perca tempo e inscreva-se no vestibular da Athon Ensino Superior e dê o primeiro passo nessa brilhante carreira.

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