microinfluenciadores digitais

Microinfluenciadores digitais: Tudo sobre o poder daqueles que nem são tão famosos assim

O termo “influenciador digital” não deve ser um termo novo para você. Mas você já ouviu falar em “MICROinfluenciador digital”?

Apesar do “micro” no nome, o poder que eles têm nas redes sociais é enorme. A expressão se deve à quantidade de seguidores em seus canais ou perfis: de 10 mil a 100 mil. 

O poder dos microinfluenciadores está nas taxas de engajamento, que costumam ser bem superiores às dos megainfluenciadores, que têm milhões de seguidores. 

Quer saber mais sobre esses usuários que não são tão famosos assim, mas estão ganhando muito dinheiro e bombando campanhas de empresas nas redes sociais?

O que são microinfluenciadores?

Antes de mais nada, vamos à definição desse novo conceito. Microinfluenciadores são indivíduos que possuem entre 1.000 a 100.000 de seguidores nas redes sociais.

Portanto, eles têm mais seguidores que um nanoinfluenciador, mas menos que um influenciador intermediário, macro ou megainfluenciador. Como mostra o gráfico abaixo.

classificação de influenciadores

Outra característica importante é que os microinfluenciadores são considerados especialistas em seus respectivos nichos.

Eles podem ser um blogueiro de culinária, um viajante, uma nutricionista, um crossfiter e até um pet fofinho. O que importa é que sejam “especialistas” – isto é, seus perfis são focados em algum assunto ou envolvido numa causa.

Um microinfluenciador não tem status de celebridade – ou seja, não são atores, ex-BBBs ou jogadores de futebol. Eles são basicamente conhecidos pelos seus perfis e pelo conteúdo que compartilham.

Além disso, possuem uma conta com um número considerável de pessoas, ou seja, vai além da família, amigos e conhecidos, e, em algum grau, tem como objetivo monetizar o seu canal ou perfil. 

Por que os microinfluenciadores estão em alta e são tão efetivos?

O marketing com influenciadores é uma das estratégias mais populares e bem-sucedidas usadas pelas empresas atualmente. 

Uma pesquisa realizada pela Qualibest apontou que, dos brasileiros conectados à internet, 71% seguem algum influenciador digital e 52% já compraram algum produto motivado por influenciadores. 

Isso aponta a confiança dos usuários nos conteúdos produzidos por influenciadores. Quando fazemos um recorte para microinfluenciador, o número da confiança aumenta.

Mas, afinal, o que os microinfluenciadores têm de tão “poderoso” assim?

Como eles são especialistas em um nicho, acabam se conectando em um nível mais profundo com seus seguidores, criando uma ligação direta com seu público.

Por isso, conseguem se comunicar de maneira clara, falando a mesma língua e transmitindo mais credibilidade. Tudo isso resulta em mais engajamento, o que está provado em números, por diversas pesquisas. 

Veja alguns dados interessantes:

  • No levantamento da Expercity, 82% se declararam dispostos a comprar um produto ou serviço por indicação de um microinfluenciador;
  • A plataforma especializada em influenciadores também apontou que esse tipo de criador de conteúdo apresenta uma taxa de conversão 22,2 vezes maior do que macroinfluenciadores;
  • A Mediahub apontou que o uso de microinfluenciadores aumentou o engajamento em 50%;
  • E mais: os influenciadores com 1.000 seguidores geraram um engajamento 85% maior do que aqueles com 100.000 seguidores;
  • Conforme o número de seguidores aumenta, o engajamento tende a diminuir, segundo o levantamento;
  • Ou seja, ficar dentro desses 1.000 a 100.000 seguidores seria o ponto ideal.

Além da temática, o engajamento aumenta também porque, com um número menor de seguidores, o público tende a se ver como mais próximo do influenciador, ao invés de fãs, tornando-se mais confiáveis ​​do que as celebridades.

É o típico “gente como a gente” e que gera uma reação do tipo “se ele usa isso e está dizendo que é bom, talvez funcione para mim também”.

Por outro lado, o próprio influenciador consegue construir relacionamentos mais pessoais com seus seguidores, produzindo conteúdos mais direcionados ao seu público, e respondendo individualmente cada usuário. 

E aí gera um ciclo virtuoso que só faz crescer o engajamento – e o valor ou poder do influenciador.

Dá para ganhar dinheiro sendo um microinfluencer?

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De 500 a 2 mil dólares por um post está bom para você?

Pois esses são os valores médios cobrados em 2019 por microinfluenciadores americanos, segundo um levantamento feito pelo instagrammer Matt Crump.

  • De 10 mil a 25 mil seguidores, um post custa de US$ 500 a US$ 800
  • De 25 mil a 50 mil seguidores, um post custa de US$ 800 a US$ 1.500
  • De 50 mil a 100 mil seguidores, um post custa de US$ 1.500 a US$ 2.000

Para efeito de comparação, um nanoinfluenciador, por exemplo, ganha de US$ 100 a US$ 500 por post. Já um megainfluenciador, com 1 milhão de seguidores, chega a cobrar mais ou menos US$ 10 mil por uma única publicação.

Os valores talvez não sejam uma referência fiel para os brasileiros, devido à variação do câmbio e do tipo de mercado que temos, mas já dizem muito quanto ao poder de monetização dos microinfluenciadores.

O valor depende de uma série de fatores, como:

  • Retorno esperado para o investimento;
  • Relevância do influenciador;
  • Tamanho do mercado;
  • Verba disponível para a campanha, entre outras.

Os microinfluenciadores também são mais propícios a aceitar permutas. Ou seja, realizam a divulgação de um produto ou serviço em troca de viagens, hospedagens, roupas, comida ou o que estiverem divulgando.

O que importa, ao menos de início, é fazer com que o tempo gasto com o perfil seja monetizado de alguma forma.

4 empresas que bombaram suas campanhas com o apoio de microinfluenciadores

Embora ganhem proporcionalmente menos em relação às celebridades das redes sociais, os microinfluenciadores não são contratados apenas por pequenas empresas com baixos orçamentos. 

Na verdade, grandes marcas estão tendo muito sucesso com microinfluenciadores. Veja alguns exemplos:

1) Old Spice

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A marca americana que produz produtos de higiene masculinos resolveu usar um grupo de mais de 100 microinfluenciadores, além de um grande número de nanoinfluenciadores adicionais para ampliar o lançamento da nova linha de produtos, em 2016.

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Os posts mostravam homens de 18 a 40 anos — público-alvo da coleção — usando os produtos no período da campanha.

Os resultados foram expressivos: 14.056 engajamentos (curtidas, compartilhamentos, comentários) em três redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram. O alcance total estimado foi de 4,5 milhões de impressões.

Segundo a Old Spice, o que contribuiu para o sucesso da campanha foi ter dado aos influenciadores liberdade para criar e compartilhar ideias autênticas, mas sem perder de vista as mensagens centrais que a empresa queria endereçar ao público.

2) LaCroix

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A LaCroix buscou microinfluenciadores na tentativa de atingir as gerações mais jovens e se diferenciar de seus principais concorrentes, que normalmente concentravam seus esforços na publicidade tradicional.

A marca americana de água gaseificada então resolveu contratar blogueiros de lifestyle para criar receitas de coquetéis usando sua bebida. 

A conta da LaCroix no Instagram saltou de 5.000 para 77.000 seguidores em um curto período e vários outros usuários, “anônimos”, passaram a copiar os coquetéis, usando a marca como referência.

3) Spotify

spotify

Outra grande marca que começou a usar microinfluenciadores foi o Spotify.

A empresa estava procurando promover seu recurso Discover Weekly (playlist semanal personalizada para os seus clientes) e contratou microinfluenciadores para postar imagens e mencionar as suas próprias playlists nas suas redes sociais.

A campanha atingiu 29.540 curtidas e comentários, com engajamento de 2,37%.

4) Adobe

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Embora muitas marcas sejam novas no marketing com microinfluenciadores, a Adobe vem fazendo isso há anos. Em 2012/13, a empresa patrocinou blogueiros de lifestyle para promover o editor Photoshop Elements. 

Durante vários meses, esses usuários fizeram posts sobre como usar o software e compartilharam as fotos que editaram com ele nas suas redes sociais.

Nos últimos anos, a Adobe firmou parceria com a plataforma de marketing de microinfluência Mavrck para “aproveitar o marketing boca a boca em escala” e direcionar seus clientes existentes com influência social.

5 vantagens de investir em microinfluenciadores

1) Investimento que cabe no bolso

Como vimos, um megainfluenciador pode custar centenas de milhares de reais apenas por uma postagem. Portanto, a menos que você seja uma grande empresa, isso pode não caber no seu orçamento.

Um microinfluenciador é muito mais acessível. Com isso, você pode aproveitar o investimento e contratar mais de um microinfluenciador para alcançar um público maior.

2) Fãs mais próximos

Como mencionamos, o envolvimento de usuários com microinfluenciadores é muito maior em comparação com celebridades, porque ele se sente mais próximo, gerando mais curtidas, comentários e seguidores.

Com taxas mais altas de engajamento, aumenta a exposição da marca nas redes sociais o que, ao final, ajudará a vender seu produto.

3) Trabalho mais segmentado

Ao contrário da maioria das grandes celebridades, com microinfluenciadores você é capaz de entrar em nichos de mercado bem específicos, porque cada um deles atua em algo bem diferente e segmentado.

Normalmente, esses microinfluenciadores têm um grupo bem característico e fiel em torno deles que se alinham aos seus interesses, sendo muito mais fácil de fazer chegar a sua marca, produto ou serviço até o seu público-alvo.

4) Melhores taxas de conversão

A vantagem do microinfluenciador em comparação com celebridades que têm milhões de seguidores é o fato de que grande parte da audiência está realmente interessada no que ele tem a dizer. 

Como mostram as pesquisas, 82% dos usuários declararam estar dispostos a comprar um produto ou serviço por indicação de um microinfluenciador. Ou seja, investir em um deles, além de mais barato, tende a converter mais em venda.

5) Comunicação mais pessoal e direta

Como tendem a ser “gente como a gente”, os microinfluenciadores tendem a gerar interações mais pessoais e diretas com seus seguidores. Porque falam a mesma língua, frequentam os mesmos lugares e ainda respondem individualmente.

Isso os torna mais capazes de se conectar com seu público e entender seus pontos fracos. Com isso, são capazes de criar um conteúdo mais personalizado e, assim, criar publicações mais autênticas para seus seguidores.

Microinfluenciadores digitais: bom para quem paga, bom para quem segue 

Tudo se resume ao potencial de influenciar pessoas.

Os microinfluenciadores unem a força de conexão com um público segmentado com o custo-benefício do investimento, comparado a influenciadores de maior expressão.

É bom para quem paga, pois aumenta o engajamento sem investir quantias astronômicas de dinheiro.

É bom para quem segue, pois possui alguém de referência em um segmento de interesse, alguém que possa realmente confiar seja qual for o assunto.

A observação do trabalho do microinfluenciador fica na linha tênue entre aceitar propostas de divulgação de produtos/serviços que realmente façam bem para a sua audiência, caso contrário o público fiel pode virar as costas. 

E você? Como enxerga o trabalho dos microinfluenciadores? Deixe a sua opinião nos comentários abaixo e aproveite para citar alguns perfis que você curte e se encaixam nessa definição.

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