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Empreendedores de sucesso: Conheça a história de Marina Proença, fundadora da Favo e ex-aluna Athon

Adaptabilidade, vontade de aprender e muito movimento.

Essas três características são apenas uma amostra da trajetória de Marina Proença, comunicóloga formada pela Athon e hoje sócia da Favo, startup de compra comunitária que transforma a forma de fazer supermercado no Brasil e gera renda para muita gente que precisa. 

Ao lado do sócio, o peruano Alejandro Ponce, Marina trabalha para democratizar o e-commerce na América Latina e gerar renda para uma população que ficou ainda mais vulnerável durante a pandemia. 

“A ideia da Favo surgiu ainda em 2019, quando o Ale, dono de um fundo de investimentos no Peru, notou que na China esse modelo já havia explodido e era hora de trazer para a América Latina. Foi aí que compartilhamos o mesmo Ikigai, filosofia japonesa que ensina a encontrar propósito na vida, entre outros valores que eram importantes para mim. Como mulher, foi a primeira vez que me vi com muito espaço para criar, liderar e inovar”, lembra. 

O resultado desse envolvimento que já completa dois anos é, no mínimo, bem notável. Em outubro de 2021, a Favo recebeu um aporte de R$ 141 milhões (US$ 26,5 milhões) em uma rodada Série A liderada pela Tiger Global. Mas esse é só o começo.

Quer saber mais sobre a trajetória da Marina Proença e os caminhos que a fizeram chegar até aqui?

 Leia este artigo até o final e veja quais são as principais crenças da jovem enquanto empreendedora. 

Por dentro dos bastidores: a história profissional de Marina

Marina Proença

Uma das empreendedoras de maior destaque no Brasil hoje, Marina Proença começou a sua trajetória profissional no curso de Comunicação Social da Athon, entre 2003 e 2007.

Em razão de precisar ajudar os pais a pagar a faculdade (e nos dois últimos anos de graduação, assumir esse custo sozinha), Marina trabalhou desde o primeiro semestre. 

Experimentei de tudo, queria ganhar dinheiro, mas também achar algo que me fizesse feliz. Então, eu fiz todos os estágios possíveis em Sorocaba. A última experiência foi numa indústria e, depois disso, fui indicada pela própria empresa para a Kia Motors do Brasil, para trabalhar como assistente de marketing”, lembra. 

O mercado, entretanto, foi ficando difícil para Marina e, pouco tempo depois, a jovem decidiu se mudar para Campinas, à convite da empresa Babolat, distribuidora de uma marca esportiva.

Como gerente de Marketing, Marina recebeu o desafio de trazer para o Brasil os supermaiôs polêmicos (e depois vetados), que à época eram utilizados por atletas como César Cielo. 

“Entrei num avião com 24 anos, alguns milhões de euros, e fui comprar a coleção de lançamento na Polônia. Eu nunca tinha saído do Brasil, falava um inglês macarrônico, não entendia nada de trade marketing ou de assortment de artigos esportivos, mas eu era “garruda””, pontua. 

Mas Marina sempre foi inquieta e, quando percebeu que precisava se desafiar um pouco mais, se mudou para São Paulo e conquistou uma vaga na Netshoes como coordenadora da área de b2b e novos negócios. Também passou pela ClickOn, uma das empresas de compras coletivas mais importantes na época e, posteriormente pela F.Biz, agência de publicidade de São Paulo. 

Tentativa e erro 

Ao lado de um sócio que recém havia voltado do Vale do Silício, Marina abriu uma consultoria de produtos e inovação. 

“Me apaixonei e acabei indo estudar desenvolvimento de produtos digitais. Muito na unha mesmo, cursos livres, blogs dos atuais autores de best-sellers desse universo de negócios em tecnologia. A base de muita tentativa e erro, virei uma pessoa de produto e tive clientes muito importantes para o meu aprendizado.”

Guia Bolso, eduK, Porto Seguro, startups aceleradoras e até alguns governos na América Latina são alguns exemplos.

À frente da consultoria, Marina também trouxe, nada menos, que Bob Dorf para o Brasil, co-autor de “O Manual da Startup”, para rodar em diversos programas de startups. 

Virada de chave

A virada de chave na carreira de Marina, porém, aconteceu somente em 2017, quando a empreendedora foi trabalhar na Movile, hoje dona do Ifood, e, posteriormente, na ClickBus, como diretora operacional. 

“Nessa ocupação foi onde me vi com algum espaço para juntar tudo o que eu sabia fazer: movimentar áreas diversas em prol da solução de problemas, crescimento baseado em entrega de valor real para os clientes e clima e cultura de resultado e colaboração”, complementa. 

Mas não para por aí. 

Com uma experiência expressiva de mercado, Marina foi convidada a trabalhar como comentarista da Globo, no jornal SP1, onde toda semana falava sobre empreendedorismo, trabalho e geração de renda para quem precisa. 

“Esse tema sempre me atraiu, já que eu vivi uma realidade mais difícil em relação ao orçamento familiar. Fiquei, portanto, 3,5 anos no jornal e alimentei a ideia de criar um produto para as pessoas com quem eu me comunicava por ali”, pontua. 

E foi nesse contexto que surgiu a Favo, primeiro social commerce na América Latina a gerar renda para famílias, presente hoje em 10 cidades, incluindo Sorocaba. 

Mas como a Favo funciona na prática?

Equipe Favo

Itens de supermercado são vendidos por micro empreendedores locais que ganham comissão sobre as vendas. Do outro lado, os clientes adquirem produtos até 15% mais baratos que no supermercado, sem taxa de entrega e compra mínima. 

“Quebramos todas as barreiras de entrada do e-commerce e demos acesso real para muita gente que era comprador on-line esporádico”, explica. 

Crenças como empreendedora

Na visão de Marina, é completamente possível criar um negócio de sucesso financeiro real e que faça bem para as pessoas. 

“A gente tem que pensar o novo, achar caminhos, fazer dar certo. Não dá mais pra manter o status quo e seguir pensando só na nossa própria grana”, acredita. 

Entre os principais conselhos que Marina dá para quem quer empreender, estão:

  • Coragem (não é ausência de medo, mas lidar com o medo e agir com o coração);
  • Active Learning (quem quer aprende e se desenvolve);
  • Flexibilidade e agilidade para transformações e aprendizados
  • Foco no problema que irá resolver. 

“Tem sucesso quem resolve dor de cliente. Pode ser num mercado grande ou de nicho. Não temos mais espaço para quem só faz mais do mesmo e não entrega valor”, finaliza. 

Para ajudar a levar mais mulheres para a liderança, Marina, em paralelo às suas atividades, também toca o projeto Mentoria Gratuita para Mulheres.

Com carinho, aos professores da Athon

Filha, irmã e neta de professores, Marina Proença acredita que a educação muda tudo. Em sua visão, um dos grandes privilégios de sua vida, foi ter uma mãe que mostrou a ela o valor de estudar. 

Abaixo, a empreendedora deixa um recadinho para os professores e ex-professores da Athon que marcaram sua trajetória enquanto acadêmica do curso de Comunicação Social: 

– Calixto: “Não me conformo em como a gente não aproveitou melhor o conhecimento que ele queria nos passar. É o básico para qualquer um que quer liderar um negócio ou empreender. Tô falando de lógica, mas também de contabilidade, especialmente aliás”;

– Jair Marcatti e Ailton:  “Filosofia e afins reforçaram um pensamento questionador que eu aprendi a dosar com ações e minhas próprias ideias ao longo do tempo”;

– Karol: “Coisas que ela me falou ainda ecoam na minha cabeça. Eu fui pra terapia por conta dela (tá tudo bem, Karol)”;

– Maurício Marra: “Esse cara me apresentou o Bob DORF antes de todo mundo. A gente não sabe o valor de tudo quando está na faculdade. E olha que eu era do grupo das que gostavam de estudar.”

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