o que é inovação aberta

Inovação aberta: O que é e por que ela é fundamental para alavancar negócios

Pense na sua empresa como uma sala sem eletricidade, iluminada apenas por uma vela.

Na inovação aberta, cada startup, universidade, fornecedor, estudante, enfim – cada agente externo que apresenta uma contribuição à empresa é uma nova vela acesa.

Aos poucos, a sala estará tão iluminada como se nunca houvesse faltado luz.

Deu para entender o poder da inovação aberta?

E é sobre essa estratégia e os benefícios para sua empresa que vamos falar nesse artigo!

Continue lendo!

O que é inovação aberta?

A inovação aberta (em inglês, open innovation) é um modelo de gestão empresarial para a inovação que promove a colaboração com pessoas e organizações externas à empresa. 

Ou seja, combina recursos internos com externos para impulsionar a cultura de inovação.

Não deixa de ser uma postura de “humildade” da empresa: o reconhecimento de que existem muitos talentos e muito conhecimento fora dela. 

Então, por que não atrair essas pessoas e unir esforços com esses talentos?

É aí que entra o modelo de inovação aberta. 

Com esse tipo de abordagem, abrimos as portas para um mundo mais colaborativo. 

As empresas podem fazer descobertas impressionantes ao unir forças com startups. 

Geralmente, startups possuem quadros com expertise qualificada e super especializada, que podem “chacoalhar” uma equipe mais “quadradinha” de uma empresa tradicional.

No Brasil, o número de companhias que se tornaram adeptas da inovação aberta vem crescendo. 

De acordo com a 100 Open Startups, em 2020, 1.635 companhias haviam estabelecido parcerias de inovação aberta com startups em estágio inicial e 12.436 negócios haviam sido realizados.

De 2020 para 2021, o valor médio dos contratos de inovação aberta passou de R$ 140 mil para R$ 270 mil, movimentando R$ 2,2 bilhões no ano passado.

Quais são os tipos de inovação aberta?

Existem 3 tipos de inovação aberta. 

1. Inovação inbound 

A inovação inbound busca a exploração e a integração de conhecimento externo, de modo a melhorar a tecnologia interna

Assim, a empresa pode gerar e criar valor nas soluções, se tornar competitiva e atingir o objetivo principal: satisfazer o cliente.

É preciso analisar o ambiente externo para encontrar novas informações que possam ser úteis para a empresa.

Aqui, a empresa traz pessoas de fora para dentro para resolver problemas específicos. 

Como resultado, surgem programas e projetos em parceria com fornecedores, consultores, estudantes ou startups.

Na inovação inbound, a empresa adquire o conhecimento externo.

2. Inovação outbound

Aqui, a empresa faz o movimento oposto: ela empresta o seu conhecimento a corporações externas. 

O objetivo é gerar receita com propriedade intelectual da empresa.

O conhecimento interno é explorado por terceiros, por meio de iniciativas em andamento ou no desenvolvimento de novas tecnologias e produtos.

Nesse modelo, a empresa propõe soluções para clientes ou para fornecedores. É uma estratégia bastante pró-ativa.

Um belo exemplo da Inovação Outbound aplicada é a Athon Soluções, que apresenta soluções e de cursos e consultorias para ampliar o conhecimento de empresas dos mais diversos segmentos. 

3. Coupled open innovation

A estratégia de inovação é combinada. 

A mesma empresa utiliza estratégias de inovação inbound e outbound, dando origem à coupled open innovation.

É possível que esse seja o método mais produtivo – enquanto a empresa busca novas ideias de fora, também trabalha para desenvolver ideias para fora.

É o que se chama de processo ganha-ganha, não é mesmo?

exemplos de empresas que usam inovação aberta

O que diferencia inovação fechada da aberta?

O termo inovação aberta foi criado por Henry Chesbrough, pesquisador da Universidade da Califórnia.

Chesbrough percebeu que as ideias mais incríveis e inovadoras, que culminaram em produtos realmente disruptivos, vinham de empresas e indústrias que buscavam auxílio de agentes externos.

Essa percepção põe em xeque a crença de que os projetos de uma empresa devem ser mantidos sob sigilo.

A inovação aberta se baseia na premissa de que o uso de fluxos de entrada e saída de conhecimento podem ser utilizados para acelerar o processo de inovação interna e, além disso, expandir o mercado para uso externo.

Já a inovação fechada, na verdade, é definida como algo impossível.

Isso porque, na concepção de Chesbrough, é impossível pensar em inovação sem olhar para fora, sem buscar referências no outro. 

Então, fala-se em estratégias de inovação fechada.

Nesse caso, a empresa opta por manter a inovação dentro de limites previamente definidos – tudo fica delimitado e sob o próprio controle, sem colaboração com agentes externos do mercado ou de universidades.

O processo inovador viria de dentro – de ideias, passa-se aos produtos, que estão são distribuídos para fora, sem nenhuma contribuição externa nesse processo.

6 vantagens da inovação aberta para os negócios 

1. Criação de novos produtos

Esse é, obviamente, o principal objetivo – e a consequência natural – da inovação aberta.

Com a interação e a troca com profissionais de ambientes externos, é natural que novas ideias surjam.

E, com elas, novos produtos e serviços, que podem expandir a área de atuação da empresa ou aprimorar um serviço já disponível.

Quando se trata de inovação aberta de saída, a sua empresa poderá ampliar o leque de serviços, oferecendo-os a outras empresas. 

2. Renovação de produtos e serviços antigos

Além dos novos produtos, a inovação aberta abre caminhos para a renovação de serviços e produtos que já existem na empresa.

Muitas vezes, é algo que já funciona bem, mas que pode ser aproveitado de maneira ainda melhor, atraindo novos clientes.

O brainstorming com pessoas de fora pode ser muito útil para identificar esse potencial adormecido. 

3. Redução de custos

Em geral, os custos da inovação aberta são menores em relação à quantidade de insumos e ideias, e isso é bem lucrativo para as empresas.

Ao contrário da inovação interna (ou fechada), que demanda horas de trabalho das equipes, na inovação aberta, o tempo utilizado é direcionado para a gestão do processo, garantindo maior produtividade.

4. Agrega valor à marca

Como dissemos, a inovação aberta é uma tendência – e ser adepto dela é uma forma de ser aceito em ambientes mais modernos, como os ecossistemas de startups e os próprios hubs de inovação. 

É uma ótima maneira de agregar valor à marca e de posicionar a empresa no mercado. 

5. Minimizar os riscos

Qualquer tipo de inovação e disrupção tem riscos.

Quando o trabalho é feito com o aval de especialistas, esse risco de fracasso se torna menor. 

Em especial quando há uma agilidade no processo e quando o público-alvo está engajado e repassando impressões.

6. Maior alcance do público 

A inovação aberta permite um maior alcance de público.

Quando há uma operação colaborativa, é possível estimular a participação massiva do consumidor, observando hábitos de compra e outros aspectos comportamentais.

Ao envolver os clientes no processo de criação de novos produtos, a empresa está mais próxima do público-alvo e, consequentemente, de conseguir satisfazer o cliente.

Qualquer empresa pode adotar a inovação aberta?

A resposta para essa pergunta, via de regra, é sim.

Quem já trabalhou na iniciativa privada sabe, porém, que não é tão simples assim.

Antes de mais nada, é preciso expandir as ideias para que a inovação – seja ela aberta ou fechada – possa fazer parte da realidade de uma empresa.

Isso é especialmente importante quando a empresa já existe há um tempo e precisa se manter em constante atualização para não perder a relevância. 

Existem diversas maneiras de implantar a metodologia da inovação aberta. 

Veja algumas dicas: 

  • Identifique a necessidade da empresa: pode ser preciso transformar a inovação aberta em política permanente ou utilizá-la apenas para suprir uma demanda específica.
  • Certifique-se de que as pessoas que tomam as decisões – os donos, os CEOs, os diretores – estejam cientes da importância da inovação aberta e já convencidos dos benefícios.
  • Crie ou estimule a criação, em sua empresa, de um comitê de inovação. Esse grupo de pessoas será responsável pela avaliação e aprovação de ideias mais complexas.
  • Integre as equipes internas com os colaboradores externos. Não crie, jamais, o sentimento de competição – a ideia é que todos trabalhem juntos em uma mesma direção.
  • Estimule os colaboradores com a criação de um ranking ou de premiações para as melhores ideias. 
  • Dê autonomia para as pessoas da equipe. Autonomia gera segurança, e segurança faz com que as pessoas se sintam mais livres para ousar.
  • Digitalize o processo. Permita que a equipe interna e os colaboradores possam acompanhar, por meio de uma plataforma, o envio e a avaliação de propostas.
  • Utilize-se de práticas como hackatons (maratonas destinadas à solução de problemas) ou crowdsourcing (contratação de pessoas de fora da organização/empresa para solução de um problema).

5 exemplos de empresas que usam a inovação aberta 

1. Natura 

A iniciativa do Programa Natura Startups é pioneira na inovação aberta no Brasil.

É por meio desse programa que a empresa de cosméticos impulsiona a inovação aberta e ajuda startups do setor a crescerem. 

2. Netflix

Também uma das primeiras empresas a se aventurar na inovação aberta, a Netflix lançou, em 2006, um desafio de inovação aberta.

O Prêmio Netflix trazia a seguinte proposta: pedia sugestões de algoritmos de filtragem que melhorassem as sugestões de filmes ou séries do usuário em 10%, se comparado com o existente na época.

O prêmio, na época, era de US$ 1 milhão.

Mais de 40 mil equipes se inscreveram, durante um ano – e duas delas conseguiram, realmente, melhorar o algoritmo.

3. P&G

A multinacional PG&G criou, em 2000, a estratégia Connect & Develop

O objetivo era que cerca de 50% das inovações fossem realizadas fora da empresa.

A estratégia serviu para dar espaço e investir em pequenos empreendedores de tecnologia, enquanto a empresa reduzia custos.

Em 2007, a meta foi batida e gerou US$ 3 bilhões em receitas novas.

Podemos dizer que foi um sucesso, não é?

4. Cisco

Para enfrentar a concorrência, a Cisco optou pela inovação aberta – e sem gastar rios de dinheiro com isso. 

A empresa buscou fazer aquisições e licenciamentos, investir em startups e buscar parcerias. 

Dessa forma, a Cisco acabou ganhando destaque perante à concorrência. 

5. Samsung

Com a iniciativa Next, a Samsung criou um ecossistema de inovação para transformar softwares e serviços. 

Ao lado de startups, a empresa transforma ideias em negócios, buscando soluções para problemas globais nas áreas de inteligência artificial, saúde digital, setor de mídia e computação de borda. 

Inovação aberta: um caminho sem volta para quem sonha grande

Se você não quer que a sua empresa “morra na praia”, é preciso estar antenado às mudanças da nova economia.

Pensar fora da caixa é uma das maneiras mais eficazes de criar produtos e serviços inovadores. 

Com a inovação aberta, você não só se beneficia das consequências do processo como demonstra que é tem uma empresa conectada às tendências do momento. 

E, de quebra, ainda economiza, porque a inovação aberta, seja de saída ou de entrada, é mais em conta do que colocar toda a equipe de uma empresa focada em um mesmo objetivo.

Só vantagens, não é mesmo? 

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