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Economia compartilhada: O que é e 6 exemplos de aplicação

Você já deve ter percebido que, nos últimos anos, alguns tipos de negócios caíram no esquecimento e se tornaram obsoletos. 

As videolocadoras e os antigos serviços de táxi são dois exemplos bem táteis no nosso dia a dia. 

Basta dar uma volta pela sua cidade para perceber que praticamente não existem mais locadoras e que os carros com placa vermelha e sinalização de táxi estão bem mais difíceis de encontrar.

Esses dois segmentos foram afetados fortemente pelas novas tecnologias como Uber e Netflix, porém, eles não sofreram o impacto só porque surgiu um concorrente novo, mas sim porque esse concorrente se encaixa em um modelo de negócios que está em alta: a economia compartilhada. 

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Acompanhe nosso artigo para descobrir o que é Economia Compartilhada, como ela se aplica no Brasil e 6 exemplos práticos da economia de compartilhamento. Boa leitura!

O que é economia compartilhada?

Economia compartilhada é um modelo econômico estruturado diante das novas tendências de consumo colaborativo e as chamadas atividades de compartilhamento, como trocas ou aluguel de bens.

Apesar de envolver diversas companhias, muitas delas grandes corporações multinacionais, o foco da economia de compartilhamento é nas pessoas, ou melhor, nas interações de pessoa para pessoa, que podem aproveitar de bens que estão parados para fazer deles uma fonte de renda. 

Esse comportamento é uma das essências da economia compartilhada: pegar algo que você tem, compartilhar com as pessoas de alguma maneira e fazer disso uma solução para o problema de alguém e uma fonte de renda para você. 

Essa nova forma de pensar se baseia em recursos limitados, que precisam ser partilhados para que mais e mais pessoas façam um bom uso deles. 

E essa escassez foi pautada pelo cenário onde surgiu a Economia Compartilhada, que foi justamente em um mundo pós-crise mundial de 2008.

Após fortes abalos econômicos, especialmente nos EUA, as pessoas começaram a perceber que é possível fazer de um bem algo rentável, quebrando um pouco com a ideia de minhas coisas, minhas vantagens para uma perspectiva mais coletiva, algo como minhas coisas, nossas vantagens

Mas, como você já pode imaginar, nem todas as relações se baseiam entre pessoas. Existem empresas inseridas dentro do modelo corporativo, sendo que a maioria delas apresentam 3 características em comum:

  1. O centro de seu modelo de negócios é focado no acesso a bens que estão sendo pouco utilizados (ou subutilizados); 
  2. Processos que beneficiam seu consumidor, concedendo a eles o acesso a bens e serviços;
  3. As empresas constroem seus negócios em redes descentralizadas e marketplaces.

Seguindo essas premissas em sua atuação, as empresas geram uma sensação de benefício mútuo e responsabilidade construída de modo coletivo, e toda essa estrutura encontra no universo digital e interativo o terreno fértil para construir as operações, seja via site, plataforma digital ou aplicativo. 

Economia compartilhada no Brasil e seus benefícios

O Brasil é um país com forte presença de soluções de economia compartilhada. Parte dessa realidade é fruto da transformação da nossa sociedade

Hoje em dia, uma parcela significativa da população brasileira tem entre 18 e 45 anos, ou seja, pertencem à gerações que acompanham as mudanças globais e tecnológicas com entusiasmo. 

Timidamente a economia compartilhada foi ingressando nas formas de consumo do brasileiro e, em pouco tempo, transformaram segmentos e trouxeram disrupção para os mercados, especialmente nos setores de transporte e delivery. 

Essa timidez inicial também teve outra razão: a tecnologia. A economia colaborativa nasceu em 2008, mas levou anos para se tornar febre pois os meios tecnológicos para seu desenvolvimento ainda eram muito escassos.

Smartphones, redes móveis de internet, wifi público em diversos locais e pacotes de dados acessíveis são novidades relativamente recentes, e todas elas contribuem para o acesso à economia compartilhada e seus ambientes digitais.

Mas hoje o cenário é outro. 

Basta um pequeno passeio pelas ruas das grandes cidades para encontrar diversos exemplos de economia compartilhada aplicada na rotina das pessoas. 

Acompanhe o próximo tópico e veja alguns deles. 

6 exemplos de economia compartilhada aplicada em diferentes segmentos

É bem provável que você encontre um app de transporte, de monitoramento de trânsito ou de entrega, certo? 

Quase todo mundo usa esses tipos de serviço sem saber que eles integram a economia compartilhada! Veja mais exemplos:

1. Venda de produtos usados

Parte da essência da economia compartilhada é fazer com que um bem que você tem seja útil para outra pessoa e, ao mesmo tempo, gere um benefício (geralmente financeiro) para você.

No caso de sites como o Enjoei e OLX o que acontece é a conexão entre quem tem objetos parados e quem precisa deles, porém, em vez de aluguel ou empréstimo, aqui o assunto são vendas mesmo.

Outros exemplos:

  1. Peguei Bode;
  2. Desapego;
  3. Mercado Livre;
  4. Breshop.

2. Alimentação

O principal exemplo para nós é uma empresa brasileira! 

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O iFood surgiu em meados de 2011 e trouxe para o mercado a possibilidade de trocar aquele monte de panfletos de lanchonetes por um aplicativo onde é possível saber tudo sobre a loja, consultar o cardápio, pedir e pagar direto pelo app.

A parte colaborativa do iFood não está bem na lógica do produto (apesar de também ser considerada como uma solução de compartilhamento), mas sim na entrega. Se você tem uma moto ou bicicleta parada por aí e quer fazer desse bem uma solução financeira e um serviço ao mesmo tempo, basta se cadastrar para fazer entregas pelo aplicativo.

Outros exemplos:

  1. Uber Eats;
  2. Delivery Much;
  3. Glovo.

3. Entregas em geral

Os aplicativos de alimentação também são focados em entrega, porém, aqui destacamos os serviços que fazem entregas em geral, ou seja, não ficam restritos à delivery de comida. 

Os melhores exemplos são o Rappi e a Loggi. Ambos permitem que você receba na sua casa diferentes tipos de produtos, contando inclusive com um profissional que vai até o estabelecimento de sua preferência e compra exatamente o que você quer.

Veja também: 9 startups brasileiras de sucesso para você se inspirar

Esses serviços estão ampliando sua abrangência e chegando a diversas cidades do país, e sabe como elas estão expandindo sua atuação? 

Com a ajuda dos próprios clientes, que também têm a opção de se tornarem entregadores. 

4. Navegação

O uso de mapas e dados de trânsito se tornaram bem comuns, ainda mais nas grandes cidades onde as pessoas querem fugir dos engarrafamentos. Serviços como Google Maps e Waze contam com a colaboração do usuário para deixá-los ainda mais precisos.

Eles usam suas tecnologias de navegação e GPS para rotas e as somam com as informações que os próprios usuários mandam para o sistema. 

A união da colaboração das pessoas com a tecnologia e a estrutura da empresa fizeram dos apps de navegação algo indispensável nos dias de hoje. 

Outros exemplos:

  1. TomTom Traffic;
  2. Here Maps.

5. Hospedagem

Até mesmo setores que eram considerados “impossíveis de mudar” estão sofrendo alterações vindas da economia compartilhada. 

O setor hoteleiro foi altamente impactado pelo surgimento e democratização do Airbnb, um aplicativo que permite que você faça da sua casa um local de hospedagem para viajantes de todo o mundo.

O Airbnb conseguiu baratear a hospedagem de muita gente e garantir uma renda extra para os donos de imóveis, e essa dinâmica caiu no gosto de muita gente que pretende economizar para viajar e conhecer mais lugares.

E não são só os humanos que entraram nessa onda. 

Serviços como a Pethub trouxeram a possibilidade de hospedar animais de outras pessoas e ganhar um dinheiro com isso! 

6. Transporte

Que atire a primeira pedra quem nunca pediu um Uber ou um 99. Essas duas empresas são líderes no mercado de transporte colaborativo no Brasil, sendo que a Uber domina o mercado global com larga vantagem.

Nesta modalidade de economia colaborativa e compartilhada você faz do seu carro um meio de transporte de passageiros, facilitando a vida de quem precisa de um deslocamento urbano e, ao mesmo tempo, garantindo uma renda extra para você.

Existem também apps focados nas viagens. O Buser e o BlaBlaCar são bons exemplos.

A Buser foge da lógica das tradicionais companhias de ônibus e oferece transporte intermunicipal mais em conta. 

Já o BlaBlaCar é um app onde você pode pegar uma carona ou oferecer carona para as pessoas.

Todo mundo compartilha o custo da viagem, o que alivia o bolso do motorista e do passageiro, que consegue um transporte particular bem em conta. 

A economia compartilhada veio para ficar

A economia compartilhada é uma realidade  no Brasil e no mundo, e isso é uma boa notícia, afinal, é por meio dessa tendência de consumo que estão surgindo serviços de qualidade, ágeis, práticos e que permitem até que você ganhe um dinheiro extra. 

A economia compartilhada tem ainda alguns pontos muito importantes a serem discutidos e regulamentados (como os direitos trabalhistas de quem opera nas entregas e no transporte de passageiros), mas já conseguimos visualizar um futuro próspero e descomplicado com base nesse tipo de filosofia de mercado.

E não podemos nos esquecer que as máquinas aprendem e deixam esses serviços cada vez melhor.

A economia compartilhada aliada ao machine learning abre horizontes para inovações cada vez mais pertinentes e capazes de solucionar problemas, aliando soluções à uma boa experiência de uso. 

O futuro já chegou e estamos aprendendo que compartilhar é a melhor forma de ter as coisas! 

O que você pensa sobre a economia compartilhada? Deixe seu comentário e conte para nós suas experiências, percepções e histórias de uso desses serviços!

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